VGHF11 Distribui R$ 0,08 por Cota e Mantém Alocação Superior a 100%

VGHF11 Distribui R$ 0,08 por Cota e Mantém Alocação Superior a 100% em Ativos-Alvo

Por Anderson Nascimento / 29 de Outubro de 2025

O fundo imobiliário Valora Hedge Fund (VGHF11) encerrou o mês de setembro com uma distribuição de R$ 0,08 por cota, o que representa uma rentabilidade líquida anualizada de 11,3% sobre o valor patrimonial da cota no fim de agosto. Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou R$ 1,08 por cota em dividendos, equivalente a 13,4% ao ano ou IPCA + 7,8%, segundo o relatório de gestão publicado pela Valora Investimentos.

Alocação Total em Ativos-Alvo e Crescimento Patrimonial

O fundo manteve 103,7% do patrimônio líquido alocado em Ativos-Alvo, distribuídos em 139 ativos diferentes, totalizando R$ 1,464 bilhão investido. Além disso, o VGHF11 possuía R$ 58,3 milhões em operações compromissadas reversas de CRIs, com custo médio de CDI + 0,8% ao ano, reforçando a estratégia de liquidez e rentabilidade.

Durante o mês, o patrimônio líquido do fundo teve uma valorização de R$ 0,04 por cota, impulsionada pela remarcação positiva da carteira de SPEs e pela valorização dos FIIs, acompanhando o desempenho do IFIX, que subiu 3,25% em setembro.

Estratégia: Equilíbrio entre Renda e Valor

A carteira do fundo é dividida entre dois pilares estratégicos:

  • Carteira RENDA: Representa 57,1% dos Ativos-Alvo, focada em CRIs indexados ao IPCA e CDI, com cupons entre 3% e 12% ao ano. Não houve movimentações significativas em setembro.
  • Carteira VALOR: Representa 42,9% dos Ativos-Alvo, com destaque para a compra líquida de R$ 10,8 milhões em ativos, incluindo SPEs de projetos residenciais em São Paulo e ações da incorporadora You Inc.

Inadimplência e Riscos Monitorados

O relatório aponta dois casos relevantes de inadimplência:

  • Os CRIs Selina, ligados ao setor hoteleiro, permanecem com posição marcada a zero desde fevereiro. As negociações seguem sem prazo definido para resolução.
  • O CRI Guaicurus, vinculado à venda de terrenos, ainda depende de diligências e questões jurídicas para conclusão.

Apesar desses pontos, o fundo mantém uma postura ativa de gestão de risco e diversificação.

Perfil da Carteira: Diversificação e Duration

A carteira do VGHF11 é composta majoritariamente por:

  • CRIs (41,7% do PL): Com duration média de 2,8 anos, distribuídos entre segmentos como residencial, shopping, logística e infraestrutura.
  • FIIs (49,9% do PL): Incluindo fundos como VGRI11, BRCR11, JSRE11, PCIP11 e RBRY11, com DYs que variam entre 8,5% e 27,4% ao ano.
  • FIDCs, ações e SPEs: Com menor participação, mas relevantes para a estratégia de valor e diversificação.

Liquidez e Base de Cotistas

O fundo atingiu 391.483 cotistas ao final de setembro, com uma liquidez média diária de R$ 2,7 milhões, reforçando sua posição como um dos FIIs mais negociados da B3.

O que o mercado espera

Segundo analistas da Suno Research, o VGHF11 é visto como um fundo híbrido com boa capacidade de adaptação entre ciclos de juros e inflação. A estratégia de combinar CRIs com FIIs e ações imobiliárias permite ao fundo capturar oportunidades tanto em renda passiva quanto em valorização patrimonial.

Especialistas da Empiricus destacam que, apesar dos riscos pontuais com inadimplência, o fundo tem mostrado resiliência e consistência na distribuição de rendimentos, o que pode atrair investidores em busca de IPCA + retorno real.

Claro, Joelson! Aqui está o trecho final do artigo com a opinião editorial integrada de forma natural, mantendo o tom jornalístico e informativo:

Opinião: Fundo para Estudo e Monitoramento Contínuo

O VGHF11 é um fundo que merece atenção especial dos investidores que buscam entender a dinâmica entre risco e retorno. Classificado como um fundo high grade com perfil híbrido, ele combina ativos de renda com estratégias de valorização — o que o torna agressivo em alocação, mas com gestão ativa e diversificada.

Apesar de carregar riscos pontuais, como inadimplência em CRIs específicos e exposição a ativos de maior duration, o fundo tem conseguido manter a distribuição de dividendos com baixa volatilidade, o que é um sinal positivo. Vale lembrar que o dividendo elevado está diretamente ligado ao preço atual da cota, que se encontra descontado em relação ao valor patrimonial — um fator que pode atrair investidores em busca de yield, mas exige cautela.

É um fundo para estudo aprofundado, ideal para quem acompanha o mercado de FIIs com atenção. O investidor deve observar de perto as próximas movimentações da gestora, especialmente em relação à carteira VALOR e à transparência na condução dos ativos inadimplentes. Afinal, transparência e previsibilidade são pilares valorizados pelos cotistas, especialmente em fundos com exposição ampla e liquidez elevada.

“Enquanto distribui bons dividendos, o VGHF11 também ensina sobre a importância de entender o que está por trás da rentabilidade: gestão, risco e estratégia.”

📌 Fontes:

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