MXRF11 ou KNSC11 Qual o Melhor FII Base 10 para Investir e Receber Bons Dividendos em 2025?

Os dois FIIs possuem características que atraem investidores que buscam bons rendimentos. Mas, qual deles se destaca para 2025, especialmente com o cenário econômico em perspectiva? Vamos analisar cada um desses fundos em detalhes, comparando seus pontos fortes e pontos de atenção para ajudá-lo a tomar a melhor decisão.

MXRF11: O MXRF11 é amplamente considerado o FII de base 10 mais popular do Brasil, com o maior número de cotistas e um patrimônio robusto. O fundo é gerido pela XP Investimentos, ponto que muitos veem como positivo, ainda que a gestão seja alvo de comparações com casas reconhecidas em FIIs.

KNSC11: O KNSC11 é gerido pela Kinea, uma das gestoras mais respeitadas do mercado. Embora mais jovem que o MXRF11, o fundo vem crescendo de forma consistente, com boa eficiência na gestão e distribuição de dividendos, chamando atenção pelo equilíbrio entre risco e retorno.

“Em fundos de crédito, a disciplina de gestão e a qualidade dos devedores importam tanto quanto o preço.”
— Reflexão frequente em análises de FIIs de CRI

Performance atual e rentabilidade

KNSC11:

  • Cotação: R$ 8,62
  • Dividend yield (12 meses): 13,19%
  • Valor patrimonial por cota (VP): R$ 8,76
  • P/VP: 0,99
  • Último rendimento: R$ 0,09 por cota
  • Patrimônio: R$ 1,77 bilhões
    Esses números indicam que o KNSC11 negocia próximo ao VP, com leve desconto, e mantém distribuição recorrente, apoiada em um portfólio majoritariamente de CRIs indexados a CDI e IPCA. Em um cenário de juros e inflação em patamares elevados, essa composição tende a sustentar yields atrativos.

MXRF11:

  • Cotação: R$ 9,55
  • Dividend yield (12 meses): 12,21%
  • Valor patrimonial por cota (VP): R$ 9,42
  • P/VP: 1,02
  • Último rendimento: R$ 0,10 por cota
  • Patrimônio: R$ 4,12 bilhões
    O MXRF11 negocia com leve ágio sobre o VP e sustenta pagamentos regulares — com comunicações recentes indicando R$ 0,10 por cota, reforçando sua consistência e escala, sendo o maior FII em número de cotistas na B3. Em determinados meses, distribuiu R$ 0,09, mantendo o patamar anual próximo de 12% de DY, conforme relatórios gerenciais.

“Preço e valor patrimonial nem sempre andam juntos — o P/VP reflete expectativas do mercado.”

Diversificação e riscos

KNSC11:

  • Diversificação: Exposição equilibrada entre CRIs indexados a CDI e IPCA, com foco prudente em emissores e garantias, tradicionais em setores como escritórios e logística.
  • Gestão de risco: A Kinea é reconhecida por diligência e controle de risco em crédito imobiliário, e o KNSC11 combina indexadores para mitigar oscilações macroeconômicas (comportamento alinhado ao material institucional da gestora).

MXRF11:

  • Diversificação: Carteira ampla em CRIs, com predominância de indexação ao IPCA, além de alocação em cotas de outros FIIs e permutas, ampliando a exposição setorial.
  • Gestão de risco: A escala do MXRF11 dilui riscos idiossincráticos, mas a natureza de crédito sempre implica sensibilidade à inadimplência e à qualidade das garantias, exigindo acompanhamento contínuo dos relatórios e dos setores ligados às emissões.

Gestão e potencial de crescimento

KNSC11: A Kinea tem histórico sólido em FIIs, e o KNSC11 se beneficia de processos consistentes de originação, precificação e monitoramento de crédito. O crescimento do patrimônio e a liquidez favorecem a manutenção de rendimentos competitivos e eventuais ganhos de capital próximos ao VP.

MXRF11: A XP conduz o MXRF11 com escala e capilaridade, o que contribui para estabilidade na distribuição e acesso a operações. A liquidez elevada e o tamanho do fundo são diferenciais para quem prioriza recorrência e profundidade de mercado.

O que esperar para 2025?

Com CDI e IPCA ainda relevantes na precificação de crédito, ambos os fundos podem manter rendimentos atrativos. O MXRF11 negocia com leve ágio, o que pode limitar a valorização adicional no curto prazo, embora o histórico de distribuição seja um ponto forte. Já o KNSC11, negociando ligeiramente abaixo do VP, oferece uma relação preço-valor potencialmente mais interessante, mantendo um mix de indexadores que favorece resiliência de dividendos em cenários de juros e inflação persistentes.

Qual o melhor FII para investir em 2026?

  • Se busca preço atrativo e potencial de valorização: KNSC11 se destaca pelo desconto próximo ao VP, gestão Kinea e carteira equilibrada.
  • Se prioriza liquidez, escala e distribuição muito recorrente: MXRF11 oferece conforto pelo tamanho, histórico de pagamentos e ampla base de cotistas.

Ambos podem ser beneficiados pelo cenário de 2026, mas o KNSC11, neste momento, apresenta uma relação risco-retorno um pouco mais favorável para quem deseja bons dividendos com preço mais próximo do valor justo e espaço para convergência ao VP.

Fontes:

FAQ — perguntas e respostas

1. Qual rende mais em dividendos hoje: MXRF11 ou KNSC11?

  • Ambos estão na faixa de 12% a 13% de DY nos últimos 12 meses, com MXRF11 mantendo pagamentos frequentes a R$ 0,09–0,10 e KNSC11 recorrente em R$ 0,09. A diferença prática tende a ser pequena e sensível ao mês de competência e à composição dos indexadores.

2. O que significa negociar abaixo ou acima do VP?

  • Abaixo do VP (desconto) indica potencial de valorização caso o mercado reprecifique o ativo; acima do VP (ágio) sugere que o mercado precifica qualidade/estabilidade futuras. Nem desconto nem ágio garantem resultado — é preciso analisar carteira, gestão e risco.

3. CDI e IPCA impactam como nos dividendos?

  • CRIs atrelados ao CDI tendem a repassar variações de juros; CRIs indexados ao IPCA repassam inflação. Em ciclos de juros altos e inflação resiliente, ambos sustentam rendimentos, porém com dinâmicas diferentes de volatilidade e previsibilidade.

4. Qual é mais defensivo?

  • Em geral, carteiras mais pulverizadas, com garantias robustas e gestão ativa de crédito, são mais defensivas. O MXRF11 se apoia na escala e diversificação; o KNSC11 no equilíbrio entre indexadores e no crivo da Kinea na originação.

5. Vale ter os dois na carteira?

  • Sim, ter ambos pode equilibrar liquidez, recorrência de dividendos e exposição a diferentes originações e indexadores. A decisão deve refletir seu perfil de risco e objetivo (renda vs. valorização).

Disclaimer

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Não constitui recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Investimentos em fundos imobiliários (FIIs) envolvem riscos, incluindo variações de mercado, liquidez e inadimplência dos ativos da carteira. Antes de investir, consulte sempre um assessor financeiro qualificado e avalie se o produto está alinhado ao seu perfil de risco e objetivos pessoais.

Os dados apresentados foram coletados de fontes públicas como Status Invest, Funds Explorer, relatórios gerenciais das gestoras e B3, podendo sofrer alterações ao longo do tempo. O autor não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste material.

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