Por Anderson Nascimento — Publicado em 25 de outubro de 2025
Orçamento de 2026 como os Projetos de Haddad podem impactar Seu Bolso? Vamos descobrir! Após a rejeição da MP 1303, o governo decidiu dividir sua proposta em dois projetos de lei. O objetivo é recompor o Orçamento de 2026 e garantir o superávit primário de R$ 34,5 bilhões.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os projetos terão os seguintes focos:
- Revisão de gastos públicos: economia entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões.
- Aumento da arrecadação: impacto fiscal superior a R$ 20 bilhões.
Medidas previstas:
- Retomada parcial do IOF
- Taxação das apostas esportivas (bets) — R$ 1,7 bilhão
- Aumento da CSLL para fintechs — R$ 1,58 bilhão
- Limitação das compensações tributárias — até R$ 20 bilhões
- Corte nas emendas parlamentares — mais de R$ 7 bilhões
- Manutenção da isenção para LCIs, LCAs e debêntures
👥 Impacto para cidadãos comuns
- Apostas esportivas: plataformas podem repassar custos aos usuários.
- Fintechs: serviços financeiros digitais podem ficar mais caros.
- Empresas com créditos tributários: possível redução de investimentos e empregos.
- Corte de emendas: menos recursos para obras e programas locais.
Por outro lado, a manutenção das isenções em LCIs, LCAs e debêntures é positiva para quem investe com foco em segurança e renda fixa.
📈 Impacto para investidores
A proposta original da MP 1303 gerou preocupação no mercado financeiro por incluir a possibilidade de tributação sobre investimentos populares, como fundos imobiliários e fiagros. A medida cogitava aplicar uma alíquota de 5% de Imposto de Renda para pessoas físicas nesses ativos a partir de 2026 — o que poderia reduzir a atratividade desses produtos e afetar diretamente pequenos investidores. Estas propostas são mais suaves, veja os possíveis impactos:
- Fintechs podem ter queda de rentabilidade.
- Empresas afetadas por compensações tributárias podem rever projeções.
- Investidores em renda fixa mantêm atratividade nos títulos isentos.
- Setor de apostas pode enfrentar regulação mais rígida.
🔮 Visão de médio e longo prazo
Se aprovadas, as medidas podem:
- Reforçar a credibilidade fiscal
- Reduzir pressão sobre juros e inflação
- Atrair investimentos externos
Se travadas, podem:
- Aumentar o risco Brasil
- Pressionar o câmbio
- Gerar instabilidade política e econômica
A primeira proposta foi vetada — e, sim, era uma coisa horrível. Já estas novas propostas têm méritos técnicos e sinalizam compromisso com o equilíbrio fiscal. Sou contra qualquer criação ou aumento de impostos, pois acredito que, na maioria dos casos, o dinheiro raramente vai para o destino correto.
Mas o sucesso desses projetos depende menos da matemática e mais da política. O governo precisa construir pontes com o Congresso — e isso exige diálogo, concessões e foco no país, não apenas na eleição. Pois o que parece mesmo é que o governo quer aumentar o caixa para aumentar os subsídios. Espero estar enganado, pois acredito no país.
Para o brasileiro comum, o recado é claro: acompanhar a política econômica deixou de ser opcional. Ela afeta seu bolso, seus investimentos e até sua cidade.

