MXRF11 2026

MXRF11: descubra o que esperar em 2026 com a volatilidade do mercado

Com as eleições se aproximando e rumores de guerra mundial circulando em 2026, você pode abrir seu home broker e ver sua carteira oscilar 7% em um único dia. O Ibovespa despenca, o dólar dispara, os juros dão aquele salto inesperado. Mas MXRF11 em 2026 como vai se comportar?

No meio desse caos, existe um ativo que parece desafiar a lógica: mês após mês, ele segue distribuindo R$0,10 por cota, como se fosse um relógio suíço. Sem surpresas, sem sustos.

Esse ativo é o MXRF11 — o maior fundo imobiliário do Brasil, com mais de 1,3 milhão de cotistas. Em 2026, com a Selic projetada para cair e a inflação sob controle, a grande pergunta que ecoa entre os investidores é:

“Será que o MXRF11 continua sendo um porto seguro, ou a festa dos dividendos está perto do fim?”

Dividendos

Em 2025, o MXRF11 distribuiu R$0,10 por cota em 9 dos 12 meses. Apenas no primeiro trimestre os dividendos foram de R$0,09. Essa regularidade fez o fundo entregar um yield anualizado de 12,94%, superando o CDI no período.

Em janeiro de 2026, o fundo manteve o padrão: mais R$0,10 por cota.

Dados Fundamentais: O Retrato do MXRF11

📊 Informações oficiais (Novembro/2025 – XP Asset):

IndicadorValor
Rendimento distribuídoR$0,10 por cota
Yield anualizado12,94%
% do CDI no período113,90%
Patrimônio líquidoR$4,33 bilhões
Quantidade de cotas460,2 milhões
Número de cotistas1.339.326
Valor patrimonial da cotaR$9,42
Valor de mercado da cotaR$9,63
P/VP1,02x
Taxa de administração0,90% a.a.
Reserva acumuladaR$13 milhões (R$0,0284/cota)

Esses números mostram a escala gigantesca do MXRF11. Ele não é apenas um fundo imobiliário: é uma verdadeira máquina de renda mensal, com liquidez diária e presença em 100% dos pregões.

Portfólio Diversificado: A Engrenagem da Máquina

O MXRF11 é um fundo híbrido, mas com forte predominância em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

📊 Composição do portfólio (Nov/25):

  • CRI: 76,7%
  • FIIs: 12,8%
  • Permutas financeiras: 6,6%
  • Caixa: 4,0%

📊 Indexadores:

  • IPCA+/INCC+: 76,1%
  • CDI+: 10,5%
  • Outros: 13,4%

Essa diversificação garante resiliência. Em cenários de inflação alta, os CRIs indexados ao IPCA protegem o rendimento. Em cenários de queda de juros, os ativos podem se valorizar no mercado secundário.

Riscos Reais Para 2026 (Que Poucos Comentam)

Risco 1️⃣: A Armadilha do IPCA

  • Cenário atual: Mais de 70% da carteira indexada à inflação.
  • Problema: Se o IPCA cair para 3%, o rendimento tende a acompanhar essa queda.
  • Observação: A dependência do índice é um ponto de atenção.

Risco 2️⃣: Concentração de Emissores

  • Pergunta incômoda: Quem são os emissores dos CRIs que sustentam os dividendos?
  • Verdade: Alguns nomes concentram grande parte da carteira.
  • Observação: Isso aumenta a exposição a riscos específicos de crédito.

Risco 3️⃣: Reservas Limitadas

  • Reserva atual: R$13 milhões em correção monetária.
  • Cobertura: Aproximadamente 1 mês de dividendos.
  • Vulnerabilidade: Pouca margem para absorver meses de resultados mais fracos.

Perguntas Que Importam em 2026

  • Os dividendos de R$0,10 continuarão sendo pagos mensalmente?
  • A queda da Selic pode aumentar o valor da cota?
  • A diversificação setorial é suficiente para reduzir riscos?
  • O fundo consegue manter liquidez com mais de 1,3 milhão de cotistas?
  • As reservas acumuladas são suficientes para enfrentar meses ruins?

Essas perguntas não têm respostas definitivas, mas ajudam o investidor a refletir sobre o papel do MXRF11 em sua estratégia.

Expectativas Para 2026

Quando olhamos para o histórico do MXRF11, é difícil não notar a constância quase mecânica dos dividendos: em 2025, foram R$0,10 por cota em praticamente todos os meses, e o início de 2026 já reforçou essa tradição. Isso sugere que, salvo grandes mudanças, o fundo deve continuar entregando essa previsibilidade em 10 ou 11 meses do ano. Mas não se engane — por trás dessa estabilidade existem riscos que não podem ser ignorados. A forte dependência do IPCA e a concentração de alguns emissores tornam o cenário controlado, mas ainda sujeito a surpresas. Ao mesmo tempo, o contexto de queda da Selic abre espaço para uma oportunidade: se os juros realmente recuarem, o valor da cota pode ganhar fôlego adicional. No fim das contas, o MXRF11 se posiciona como um ativo de perfil conservador a moderado, ideal para quem valoriza renda previsível em meio ao turbilhão do mercado.

O Vinho e a Máquina

O MXRF11 é como um bom vinho: não impressiona no primeiro gole, mas envelhece com elegância e constância.

É também como uma máquina de dividendos: previsível, constante, mas dependente de engrenagens delicadas. Em um mundo cheio de promessas exageradas e retornos inflados, sua previsibilidade pode ser o maior diferencial em 2026.

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Disclaimer

Este conteúdo é informativo e educacional. Dados extraídos do Relatório Gerencial de Novembro/2025 (XP Asset) publicado em janeiro/2026. Não constitui recomendação de compra ou venda.

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